Na era digital, cada vez mais se faz uma pergunta importante para quem trabalha com comunicação: para onde está indo a atenção do público? No caso do áudio, a resposta é clara nas pesquisas mais recentes: o rádio continua sendo a grande potência do som e isso abre um enorme espaço para o crescimento do áudio comercial.
A pesquisa RAJAR MIDAS, referência no mercado internacional, mostra que o consumo de áudio está maior do que há dez anos e que o áudio com publicidade segue em trajetória consistente de alta. Somando rádio comercial, podcasts com anúncios e serviços de música com versão gratuita, foram mais de 678 bilhões de horas de escuta em 2025. E, dentro desse universo, o rádio ocupa uma posição central.
Rádio: o centro de gravidade do áudio
Os dados do RAJAR MIDAS são reveladores:
- 98% das pessoas ouvem algum tipo de conteúdo em áudio durante a semana.
- O tempo médio semanal com áudio é de 28 horas.
- Desse total, 65% do tempo vão para o rádio ao vivo.
Ou seja: mesmo com streaming, podcasts e outros formatos em alta, o rádio continua sendo o principal hábito de áudio das pessoas.
Quando olhamos apenas para o áudio comercial, a força do rádio fica ainda mais evidente. Em 2025, 81% de todas as horas de áudio com publicidade foram consumidas em rádios comerciais (ao vivo ou em conteúdo de reprise com anúncios). Podcasts e serviços de streaming com anúncios crescem, mas ainda representam uma fatia bem menor desse bolo.
Isso significa que, para quem quer anunciar com impacto e escala, o rádio segue sendo o meio mais forte dentro do universo do áudio.
Rádio e digital: aliados, não concorrentes.
Outro ponto importante da pesquisa é a integração entre rádio e plataformas conectadas. Hoje:
- 71% da população é alcançada por algum tipo de áudio conectado (via internet) por semana.
- 46% de todo o tempo de escuta de áudio acontece em dispositivos conectados.
- 49% dos lares já têm caixas de som inteligentes (smart speakers).
E o que as pessoas mais fazem nesses dispositivos? Ouvem rádio. Em smart speakers (como a Alexa), por exemplo, 74% de todo o áudio consumido é rádio ao vivo.
Isso mostra que o rádio não perdeu espaço para o digital, ele se espalhou pelo digital. A audiência continua ouvindo programação ao vivo, só que agora também em celulares, aplicativos, smart TVs, computadores e assistentes de voz.
Por que o rádio é tão relevante para o público (e para os anunciantes)?
A RAJAR também investiga os “estados de necessidade” do público – isto é, por que as pessoas escolhem cada tipo de áudio. E o rádio tem destaque em várias dessas motivações.
Entre os principais motivos para ouvir rádio estão:
- Companhia: o rádio é o áudio que mais faz companhia ao ouvinte.
- Informação em tempo real: mantém as pessoas “por dentro” do que está acontecendo.
- Conversa e conexão: gera assunto, aproxima comunidades, cria vínculo com apresentadores.
Já os serviços de música sob demanda são mais ligados a relaxamento e mudança de humor, e os podcasts têm destaque em aprender coisas novas e ampliar horizontes.
Na prática, isso significa que o rádio é o meio ideal para marcas que querem:
- Estar presentes no dia a dia das pessoas;
- Aproveitar momentos de deslocamento, trabalho e rotina;
- Falar com ouvintes em contexto de confiança e atenção.
E há um dado simbólico: 76% de toda a escuta de áudio dentro do carro é rádio ao vivo. Mesmo com sistemas conectados mais sofisticados, o rádio segue sendo o companheiro principal na estrada – um ambiente valioso para o anunciante.
Distribuição digital integrada
O ouvinte não está mais só no dial. Ele está:
- No site da emissora, ouvindo o streaming;
- No aplicativo da rádio, no celular;
- No smart speaker, chamando a rádio por voz;
- Nas redes sociais, descobrindo trechos de programas e quadros.
Ter um ecossistema digital bem organizado é fundamental para crescer em 2026. Isso inclui:
- Streaming estável e fácil de acessar;
- Player integrado ao site e ao app;
- Conteúdos de programas disponíveis sob demanda (quando fizer sentido);
- Identidade visual e sonora consistente em todas as plataformas.
Quanto mais fácil for ouvir a rádio – em qualquer lugar e dispositivo – maior será o alcance do áudio comercial.
A pergunta que fica é: sua rádio está preparada para aproveitar esse crescimento?
Se você estrutura dados, fortalece sua presença digital e automatiza o que for possível, cria as condições ideais para crescer junto com o mercado. O rádio já provou que se reinventa em cada nova tecnologia. Agora, a oportunidade é transformar essa força em resultados ainda melhores para a audiência e para o mercado anunciante.