Levantamento realizado nos Estados Unidos mostra que as emissoras AM/FM continuam ocupando um espaço importante na rotina do público de 18 a 34 anos.
A chegada das plataformas de streaming transformou a maneira de ouvir música, descobrir artistas e acompanhar conteúdos em áudio. Ainda assim, o rádio permanece longe de perder espaço, inclusive entre os mais jovens.
Dados do estudo Share of Ear, da Edison Research, indicam que as emissoras AM/FM concentram 45% do tempo dedicado ao áudio com publicidade entre norte-americanos de 18 a 34 anos. O Spotify com anúncios representa 9% desse universo. Na comparação direta, a participação do rádio é cinco vezes maior.
Mesmo dentro desses limites, o resultado contraria a percepção de que as novas gerações abandonaram o rádio. Em meio a playlists personalizadas e conteúdos sob demanda, a programação ao vivo continua encontrando espaço na rotina dos ouvintes.
A força do meio passa por características que atravessam diferentes gerações: a companhia dos comunicadores, a descoberta de músicas, a informação em tempo real e a facilidade de ouvir durante o trabalho, no trânsito ou em outros momentos do dia.
O streaming ampliou as possibilidades de escolha, mas não eliminou a relevância do rádio. Os dois formatos convivem em um cenário cada vez mais diverso, e os números mostram que, entre os jovens, o rádio continua muito presente.
Emissoras como a Ouro Verde FM mantêm sua relevância. Todos os dias, milhares de ouvintes acompanham a programação da emissora durante o trajeto para o trabalho, na volta para casa ou durante viagens pelas estradas da região. A combinação entre música, notícias, informações sobre trânsito, previsão do tempo e acontecimentos locais cria uma experiência que nenhuma playlist consegue reproduzir.
A Ouro Verde se transforma em um momento de calma, uma rádio easy em um mundo cada vez mais barulhento, em que os jovens encontram a tranquilidade em uma rádio que passa de geração em geração.