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Museu Alfredo Andersen inaugura cinco exposições
O Museu Alfredo Andersen, espaço da Secretaria de Estado da Cultura, dá
início, na próxima quinta-feira, dia 19 de agosto, às 18h30, a cinco
exposições. Homenageando Alfredo Andersen em seus tempos de professor,
inaugura as mostras O Precursor do Ensino na Arte do Paraná e Projeto Andersen na Escola. Utilizando materiais como óleos, acrílicos, lápis e papéis colados sobre tela, Rones Dumke expõe suas obras em A Arte Silenciosa de Rones Dumke. A artista Soraia Savaris apresenta suas peças de cerâmica produzidas nos últimos três anos na exposição Ser Fruto. Além do artista Osvaldo Gaia, do Pará, com a mostra Percepção. As exposições permanecem no Museu até o dia 24 de outubro e a entrada é franca.
Dando continuidade às comemorações dos 150 anos de Alfredo Andersen, o museu que carrega seu nome inaugura a exposição O Precursor do Ensino na Arte do Paraná,
que traz fotos e obras do artista nos tempos em que lecionava. Além das
suas aulas no atelier, Andersen desde o início ensinava desenho na
Escola Alemã e no Colégio Paranaense. Em 1909, a convite da direção da
Escola de Artes e Indústrias, inicia um curso de desenho e, por volta de
1914, já tinha dado aula para mais de três mil crianças e adultos.
Ainda homenageando Alfredo Andersen como professor, o Projeto Andersen na Escola
é formado por uma seleção de obras de alunos de diversas escolas que
visitam o Museu em períodos letivos, participam de oficinas e conhecem
um pouco mais sobre a história e estilo do artista, agregando
conhecimentos em um ambiente diferente do escolar.
Dumke
Para a exposição A Arte Silenciosa de Rones Dumke, o artista selecionou três séries de obras que traduzem sua trajetória artística. A primeira é a série Geometria do Silêncio,
que constitui uma síntese das lições recebidas dos surrealistas,
metafísicos italianos e dos construtivistas russos. “A bela cabeça de
Antínoo está lá, aureolada por um nimbo luminoso. A Vênus de nádegas
luxuriosas habita um triângulo negro na obra o Teorema do Mar. Hermes
encontra-se suspenso vagando encerrado em sua caixa preta”, descreve
Dumke.
Segundo o artista, o ponto de partida para o desenvolvimento da série Calidoscópio do Sonho foi a construção da imagem na qual um personagem voa virtualmente com uma cadeira. Já a ideia da última série, Aparições, surgiu de um sonho de Dumke, que tinha como protagonistas mulheres selvagens do antigo mundo grego.
Cerâmica
Soraia
Savaris trabalha com cerâmica desde 1992 e agora, em sua segunda mostra
individual, ela percebe o amadurecimento de suas obras. Nas anteriores,
a artista utilizou temáticas de casulos e lágrimas, que considera as
sementes do fruto que acaba de nascer, a exposição Ser Fruto. São três salas com poucas peças, para que, de acordo com Soraia, o visitante possa sentir a energia do ambiente.
Na
primeira sala são mais ou menos sete peças entre paredes e chão, que
representam pinhas e gomos de frutas cortadas, feitas em vários tons de
argila. Representando frutos que nascem do chão, a segunda sala é
composta por uma montagem com nove peças, todas em cerâmica esmaltada. A
terceira sala é coberta por um tecido preto, com várias peças brancas
penduradas, contrastando as cores.
Gaia
A exposição Percepção,
do artista paraense Osvaldo Gaia, é dividida em três salas. Gaia
acredita que a natureza o inspira para todos os trabalhos que produz.
Por isso, se preocupa com a preservação dela. Em um dos espaços, uma
instalação representa um espinhal, objeto utilizado por pescadores para
aumentar o número de anzóis, e, em volta disso, fósseis de peixes. “Isso
é para que as pessoas percebam que a preservação é essencial, caso
contrário, só restarão os fósseis”, explica Gaia.
A exposição
também conta com desenhos, pinturas e esculturas, com várias peças
inéditas. O artista já expôs em galerias internacionais e, agora,
apresenta sua primeira mostra individual em Curitiba.
Serviço: Abertura das exposições O Precursor do Ensino na Arte do Paraná, de Alfredo Andersen; A Arte Silenciosa de Rones Dumke, de Rones Dumke; Ser Fruto, de Soraia Savaris; Percepção, de Osvaldo Gaia; Projeto Andersen na Escola.
Abertura dia 19 de agosto, às 18h30 no Museu Alfredo Andersen (Rua
Mateus Leme, 336). Horário de visitação: de terça a sexta-feira, das 9h
às 18h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 16h. A exposição fica
até o dia 24 de outubro e a entrada é gratuita. |
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